terça-feira, 31 de maio de 2011

Soneto nº4

Diz que felicidade não tem preço
Dinheiro também não compra a verdade
Ao menos da última eu agradeço
Sabe-se que verdade é raridade

Decerto que prefiro ser eu triste
E genuíno e autêntico, e digno...
Do que ter a ventura que te assiste
Ideal e fugidia, no mínimo!

Pois te contenta com tua mentira
At diem' que a justiça se fará
Carpe diem, ela não faltará!

Verdade que incita tua ira
Fortuna da qual posso me gabar
Não te pertence nem pertencerá

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Com ou sem armas?

     As autoridades brasileiras não economizam palavras ao discursar a favor da Campanha do desarmamento. Muito se alardeia sobre esse assunto, mas pouco se sabe sobre os efeitos dele, talvez porque realmente não haja nenhuma mudança significativa em relação aos índices de criminalidade e violência, por exemplo, cujas diminuições eram alguns dos objetivos dessa campanha.
     Está mais do que claro que é uma grande mobilização que não traz resultado algum, e que toda essa expectativa está relacionada a objetivos que desconhecemos. É de praxe aqui no Brasil que operações importantes aconteçam por debaixo dos panos, sempre cobertas por promessas e discursos que iludem facilmente a população. Como nessa campanha do desarmamento, sabe-se que a maioria das armas responsáveis pelos danos, mortes de inocentes, assaltos à mão armada, estão nas mãos de marginais, e foram adquiridas ilegalmente. Armas que não serão devolvidas ao governo, logo, a ideia de que devolver sua arma poderá amenizar essa situação de extrema violência, não passa de um placebo enganoso.
     Essas armas que a campanha pede para que sejam devolvidas foram compradas por brasileiros que se sentem fragilizados em relação ao sistema de segurança de seu país, e procuram uma outra forma de defesa caso se sintam ameaçados. Em uma nação onde a polícia corrupta faz vista grossa para diversos problemas, onde a justiça está se tornando cada vez mais rara e ineficiente, já se tornou comum o ato de praticar a justiça com as próprias mãos. Não é errado poder ter o direito de se defender, e estão querendo tirar isso da população também!
     E se um dia precisarmos pegar nossas armas para fazer uma revolução, em prol dos nossos direitos? Todas elas estarão nas mãos do governo, que poderá nos repreender sem muito esforço. No mínimo, caso isso não aconteça, perceberemos que os bandidos que nos assaltam nas ruas são os mesmos ocupando altos cargos políticos, que usurpam nosso dinheiro sem ao menos precisarem sair de suas poltronas confortáveis. Somos prejudicados com ou sem armas.

*Minha redação pro Simulado do Enem, tema "Campanha do desarmamento", obg

domingo, 29 de maio de 2011

algumas verdades

Lágrimas são apenas lágrimas, qualquer um chora. Qualquer um faz promessas, palavras são só palavras. Poucos cumprem. Muitos querem muita coisa, ou poucas coisas que significam muito, mas poucos fazem por merecer. Muitos dizem que vão mudar, muitos te elogiam, muitos dizem que você é especial, mas esses mesmos Muitos dizem a mesma coisa para muitas outras. Todos querem ser amados, mas mal conseguem amar eles próprios. Muitos têm opinião formada, mas a maioria deles é hipócrita. Muitos vivenciam bons momentos, mas os descartam como se não tivessem tido a menor importância. As lembranças são apenas lembranças pra alguns, é passado para outros, é dor para poucos. Todos têm um coração, mas poucos sabem usá-lo; entregam o coração na mão de qualquer um, depois muitos reclamam, muitos sofrem.
Muitos tentam ser tudo e acabam sendo nada.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Soneto nº3

Se a ruína me ativesse amanhã
Entregaria-me de imediato
Em meio às dores que me atingem sã
Aqui suplico por esse arremato

Ao menos tenho argumentos plausíveis
A defenderem esse apelo incessante
Motivos tão nobres, de tão sofríveis
Deus há de perdoar esse desplante

Eximir-me dessa aflição não é
Nem de longe o meu mais triste pecado
Pecado este que mantém minha fé

Luz essa que permeia o acovardado
coração que levou um pontapé
Vá logo embora, torne-o emancipado

Baseado na crença de que um coração ferido só irá curar-se por completo quando toda a "vida" que ainda resta nele não existir mais. Se o coração para de bater, para de doer. Não se deixe enganar, há muita esperança nesse poema!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Já não te enxergo mais

A vida me ensinou a não olhar para trás
Então agora observo pelo reflexo do espelho
Mas já não te enxergo mais
Perco o medo e me vejo
As cicatrizes já estão curadas
Cada pedaço de mim está em seu devido lugar
De quando fui ferida por suas palavras afiadas
Nada como o tempo para me fazer sarar

Todo vestígio seu foi apagado da minha história
Não há mais nem a sua sombra por aqui
Presa em você eu enxergava lá fora
E rezava pelo dia em que poderia sair

Me descobri mais forte do que imaginava
Eu sangrava mas me sentia mais destinada
Pois não podia ficar onde estava
O tudo virou nada
Você enfraqueceu e não pôde me conter
Tapei meus ouvidos ao te ouvir gritar
Coisas que poderiam me machucar
Eu podia tudo menos voltar

Fui prisioneira da sua fixação
Sacrificou meu coração
Isso de novo, não
Agora sou livre novamente
Feliz e consciente
Do mal que me causou

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobrevivo

   Não sei se dessa vez escrever irá me libertar. O lápis está fugindo do controle de minhas mãos, meus dedos não deslizam mais sobre o teclado para deixar versos bonitos, palavras difíceis.
   Apenas vivo aqui na esperança de que alguma solução chegue até mim, do contrário, continuarei nessa inércia emocional. Antes fosse uma inércia sobre "não sentir nada", e não essa dor constante, que às vezes até me tira lágrimas dos olhos, que às vezes até me tira da realidade por alguns instantes e me faz pensar em desistir.
    Cada segundo mergulhada nessa dor parece ser infinito.
   Conte-me como foi que a gente se perdeu. Conte-me como se livrar desse sentimento que só nos deixa mais mortos à medida que sobrevive dentro da gente. Eu sei que você nem se lembra mais como é... por favor, faça alguma coisa, estou implorando, que me ensine como matar um amor que ainda existe dentro de mim sem ter que me matar também.

sábado, 14 de maio de 2011

Sem Volta

Viagem sem volta, essa que você tomou
Pois não mais me importa
Você tentou
Mas eu larguei sua mão
Te deixei escolher para onde ia
Aquelas tentações te chamavam
Mas eu não te seguiria
Isso te alucina


Enquanto eu pude, disse ao seu ouvido
Sobre todo o perigo
Mas você parecia não me ouvir


Você chegou ao começo do fim
Pois teve a chance de escolher
No entanto, não escolheu, e sim
O fim que escolheu você
É assim que a gente vai ficar
Eu aqui e você lá


Depois me conta como é se você voltar
Pena que essa utopia
Não vai durar
Você sabe mas finge que não
Ao seu primeiro passo
As portas atrás fecharão
E se abrirão pro fracasso

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pouco Amena

Eu a vejo passar, impossível não reparar
Na tristeza fundida em seu olhar
Olhos perdidos que nunca mais vi brilhar
Quem dera se eu pudesse te ajudar

Minhas confusões parecem pequenas
Ao lado das suas
Meu embaraço me condena
Admiro até seu pesar pelas ruas
Pouco pela sua dor pouco amena

Tão frágil aguentando esse peso
Qualquer que seja, não fico surpreso
Dor dilacerando seu coração indefeso
Ah se eu pudesse te curar
Quem dera se eu pudesse te ajudar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

SOBRE A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

    "Sabe-se também que, apesar das diferenças nas respostas individuais, o uso frequente da maconha (6 ou mais vezes ao mês) provoca alterações na capacidade de percepção de tempo e espaço, diminuição da testosterona e consequentemente diminuição na produção de espermatozóides, o que conduz à infertilidade. Além disse, nota-se uma maior propensão ao câncer de pulmão pela exposição ao benzopireno, agente cancerígeno presente na fumaça da maconha.” CEBRID – Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas

    Já ouvi dizerem que quem é contra a legalização da maconha é a favor do tráfico de drogas! Baseando-me nesse extremismo dos defensores da legalização, afirmo que quem é a favor da legalização da maconha fuma a erva ilegalmente e é a favor de um mundo mais doente e ignorante. É ÓBVIO que essas pessoas não estão pensando no bem daqueles que podem usar a maconha como anestésico em tratamentos medicinais, e sim no prazer próprio que sentem ao fumá-la.
    É muito mais fácil usar de um artifício que nos proporciona bem-estar, calma, relaxamento instantâneo do que ir à luta e tentar ser feliz de uma forma natural e não-nociva à nossa saúde. Pois é isso que os vulgo “maconheiros” fazem! “A droga da paz?” Não é bem assim. Há uma consequência do uso da maconha que vai contra o principal argumento usado pelos que lutam pela legalização. O argumento de que se a Cannabis fosse legalizada, o tráfico diminuiria consideravelmente. É claro que quando alguém tem contato com algum tipo de droga, tem curiosidade para experimentar outras, de efeitos ainda mais graves ao nosso organismo, e às pessoas com quem convivemos. Até mesmo o cigarro, uma droga já legalizada, abre portas para o mundo do tráfico!
    Além dos efeitos sociais, os efeitos colaterais ao organismo não são poucos: danos cerebrais, afetando a capacidade de memória e aprendizado, dependência psicológica, perda de memória recente, aumentam os riscos de câncer no pulmão, pode causar infertilidade, e provoca a necessidade de se ingerir uma dose cada vez maior.
    “Alguns estudos encontraram uma maior correlação entre crianças que sofriam de déficits cognitivos permanentes, problemas de concentração, hiperatividade e interação social reduzida com mães usuárias habituais de maconha do que entre crianças não expostas de mesma idade e ambiente social.           
     Que tipo de mulher desejaria isso para seu filho? Assim nós percebemos o quanto o ser humano é egoísta, e cada vez mais só pensa no próprio prazer, em ter uma falsa sensação de felicidade, e são capazes de lutar por uma causa que não tem o mínimo sentido, uma causa cujas conseqüências ruins a maioria das pessoas nem tem consciência, e ficam dizendo “LEGALIZE JÁ!” por aí sem o menor pudor, como se estivessem fazendo um grande favor à sociedade... só se for à sociedade viciada!